domingo, 11 de setembro de 2016

A bailarina e o rapaz desconhecido.




Fazia tempos que eu não tinha um sonho e essa noite tive um daqueles sonhos bem longo. No meu sonho eu estava lavando meus cabelos, haviam jogado um óleo na minha cabeça e meu cabelo estava gosmento, me encontrei com uma prima minha que me deu um shampoo e eu lavei meus cabelos no banheiro da escola do meu filho, antes de entrar para o teatro, nós iriamos assistir a uma peça. 

Na porta do teatro vi minha outra prima e o filho dela, minha mãe também estava comigo, minha prima, fomos até eles e sentamos todos juntos. Eu pensei que se tratava de show dos alunos do colégio, mas não era, se tratava de uma apresentação de uma companhia de bale clássico profissional.

A apresentação começou, as luzes se apagaram, a bailarina dançava no palco e a luz focava em cima dela. Derrepente eu estava dentro do corpo da bailarina, eu era a própria bailarina, eu estava dormindo e sabia que aquilo era um sonho, mas eu sentia as minhas pernas doendo com os movimentos, era real, sentia os rodopios, sentia a ponta dos meus pés no chão, sentia as minhas pernas dobrando e esticando.

As luzes ascenderam e o teatro estava vazio, somente eu setava no palco, na plateia estava um rapaz moreno com uma criança que devia ter 1 ano, uma menina morena de cabelos negros. Ele a colocou no chão sentada e ela logo se pôs a engatinhar, ele veio até mim e eu o abracei, quando eu ia beija-lo ele virou o rosto e beijei-lhe a face. Eu sentia saudade, preocupação, carinho, um monte de coisas que não sei explicar e ao mesmo tempo não sei dizer quem era aquele rapaz. 

Seu rosto. era tão real e eu sentia sua pele nas minhas mãos enquanto segurava seu rosto, eu vazia força para me lembrar daquele rosto, era um rosto de alguém de outra vida, será que ele existe agora, será que ele vive em outro corpo perdido por aí?

Ele me olhava mas não estava feliz, seus olhos pareciam tristes, ele me disse que eu era atacada três vezes durante a noite, isso acontecia todas as noites e ele achava que eu devia estar muito cansada. Eu não soltava o rosto dele das minhas mãos tentando reconhece-lo, fui acordando lentamente e o rosto dele ia se decompondo nas minhas mãos como um cadáver, foi tão real, que era como se ele estivesse realmente ali no meu quarto

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