domingo, 12 de junho de 2016

Cabana das bruxas





Essa noite tive um sonho muito macabro, no meu sonho eu estava na companhia de pessoas que eu não conheço, estava andando quando passei pela entrada de um local que parecia uma grande oca indígena de palafita, mas as semelhanças com a cultura indígena paravam por aí, os eventos que se sucederam em nada tinham haver com os índios.

Passando pela entrada, havia uma fila de pessoas entrando e logo também quis entrar, na porta estavam distribuindo chapéus pontudos e pretos e umas roupas pretas que pareciam túnicas.

Uma pessoa que estava perto de mim disse para eu não entrar, que aquilo não podia ser boa coisa. Eu disse que queria entrar e descobrir algo sobre aquilo, mas não sabia qual a verdade eu estava buscando, mas o sentimento não era de medo ou simples curiosidade e sim de busca por uma verdade.

Me vesti de preto e coloquei o chapéu pontudo, as pessoas fizeram uma grande roda no centro da cabana e começaram a dançar uma dança de passos marcados, em círculos, em caracol e formando outras figuras, cantavam uma musica em uma língua que eu não conheço. Haviam homens e mulheres de todas as idades, era tudo muito diferente do que eu já havia visto em sonhos.

Derrepente tudo parou e uma mulher resolveu olhar em um oráculo e ver o futuro de algumas pessoas ali presentes, eu que queria tanto saber a minha verdade pedi que visse o meu futuro.

A mulher se assustou, me explicou sobre meu presente e meu passado, isso parece ser o mais importante para entender a minha vida. Ela disse algo sobre meu mapa astral, disse sobre algo que acontecia comigo, coisas que não me lembro na explicação que ela me deu, mas disse que tudo que me cerca é feitiçaria, nada vem do astral. Eu queria ter mais explicações, como assim? feitiçarias jogadas em mim, não entendi.

A mulher disse para mim: quer ver como você está cercada, eu te provo.

A mulher se transforma em um homem negro, baixinho, esquisito, mas parecia um demônio sinistro, o sujeitinho vira para mim e diz: Quanto tempo.
Segura e beija a minha mão, sem se levantar da cadeira que parecia um trono, continuou a falar:
- Não te vejo a 50 anos, desde o dia do nosso casamento, você sempre fez tudo por mim e sempre há de fazer.
O sujeito ficou parado olhando para minha cara com olhar sinistro, eu via a maldade em seu rosto, que mais parecia a cara do próprio tinhoso, mas fiquei muda, não sabia o que perguntar. A senssassão é que eu conhecia realmente aquele sujeito e que devia ter feito coisas ruins a mando dele.

Eu queria ter perguntado quem ele era? O que eu fiz? Se ele ainda me persegue? Dizer que não vou mais obedecer e não vou mais fazer o que ele quer que eu faça.

Esse sonho me serviu como alerta, eu realmente aconselho muitas pessoas sobre relacionamentos, a importância de se ter auto estima a não se apagar diante do outro. Mas confesso que já fiz muito isso na minha vida, me apagar totalmente e o perigo é que você acaba se tornando serviçal do outro, fazendo tudo pelo outro. Se dedicar a uma pessoa de bem é ótimo, mas se dedicar a uma pessoa ruim, psicopata, que não te dá valor, é muito destrutivo.

Tenho que aprender a não ficar fazendo tudo pelo outro e pensar em mim mesma, pois dificilmente a outra pessoa fará o mesmo por mim. Pode ter sido assim no meu passado, no meu presente e se eu não pensar mais em mim, com certeza vai continuar sendo assim no meu futuro. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário