Eu estava fazendo algumas meditações guiadas com áudio e tive algumas experiências de sonho interessantes, durante o estado de sono enquanto ouvia a meditação.
Nas minhas visões eu estava em outra época, vestia um vestido comprido que varria o chão, mas parecia de origem humilde, uma camponesa, estava no campo, em uma região de fazenda para ser mais exata. Minhas roupas eram simples e encardidas, empoeiradas e eu vivia pelos campos caminhando.
Um dia estava na beira da estrada e uma carroça passava, com um homem branco, com vestes de fazendeiro humilde, empunhava um chicote e batia em um cavalo que puxava a carroça, o homem me cumprimentou, na certa era alguém que eu conhecia. Atrás da carroça tinha uma corda comprida e um escravo preso pelos pulsos, era puxado e vinha correndo atrás da carroça.
Aquilo era desumano, senti algo estranho no peito, o escravo me olhou nos olhos e eu tinha que chegar perto dele, não sabia porque.
Eu segui a carroça até um local na fazenda onde os escravos ficavam, o escravo foi colocado no tronco e foi açoitado, ele gritou, o sangue escorria,os outros escravos viam a cena, eu estava escondida vendo tudo. O capatas foi embora e o escravo ficou preso mais um tempo no tronco, os outros escravos foram obrigados a se retirar para a senzala. Era minha chance, tomei coragem e peguei um pouco de água e fui dar para ele beber, estava calor, os outros escravos olhavam de longe sem acreditar.
Voltei para minha casa humilde nos arredores da fazenda, ninguém me viu.
Um outro dia eu andando em um campo de trigo ouvi um ruido estranho, era o mesmo escravo que havia fugido da fazenda e estava caído no chão, estava machucado. Eu o peguei e levei para minha casa, deixei ele escondido no meu celeiro, onde eu cuidava dele escondido.
O interessante dessa história é que se tratando de uma meditação, se fosse uma memória de uma vida passada, eu me lembro de quando era criança, a palavra escravo para mim tinha um peso como de uma realidade, eu não gostava da palavra escravo, eu tinha verdadeiro horror a escravidão, como se fosse algo que pudesse retornar, não suportava ver os objetos de tortura, as cenas antigas da escravidão me incomodavam como se fossem reais, era como se eu quisesse apagar alguma coisa da minha mente.

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